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Especialista em sexualidade
"Esperar que o sexo seja sempre incrível é um erro"
14/10/2015 às 16:52:55

Muitos casais vivem em busca de meios para apimentar o relacionamento e voltar a sentir o desejo intenso e excitante que tinham no começo do namoro. A maioria se sente frustrada ao perceber que já não sente tanta vontade de fazer sexo com o parceiro e acha que está aí a raiz de muitos, senão todos os problemas da casa.

A especialista em sexualidade humana Elaine Pessini alerta que esse pensamento é perigoso e pode gerar uma frustração ainda maior tanto na mulher quanto no homem.

 

Por que sentimos que precisamos fazer mais sexo?

Existe uma ideia generalizada de que pessoas que transam mais são mais felizes. Os casais tendem a imaginar que outros têm mais “ação” no quarto do que eles e se sentem culpados e até minimizados por isso.

Esse senso comum, no entanto, é falso. Um recente estudo provou que fazer mais sexo não aumenta o nível de felicidade de um casal. Na verdade, os casais que foram instruídos a dobrar a frequência sexual demonstraram uma pequena queda no desejo e nível de satisfação. Segundo os cientistas, isso se deu pela obrigatoriedade de transar mais.

Além disso, a mulher em especial pode se sentir pressionada – e ainda mais culpada – pelo fato de o parceiro estar quase sempre disposto a ter relação. Porém, conforme explica Elaine, isso não significa que ele, de fato, esteja com desejo ou mesmo que o sexo será prazeroso para ele.

“Os homens nem sempre têm vontade de transar, mas, culturalmente, têm essa pressão de que não podem faltar. A testosterona ajuda a elevar a excitação, é claro, mas o fator cultural é o maior responsável por isso”, opina a especialista.

Ao ouvir histórias sexuais de outras pessoas, casais podem ficar com a impressão - geralmente falsa - de que têm uma relação morna demais

Falta de libido

Por outro lado, Elaine lembra que a falta de desejo sexual é um problema real enfrentado principalmente pelo sexo feminino. Ela credita isso ao fato de os homens serem mais estimulados desde pequenos a explorarem e expressarem sua sexualidade, enquanto a mulher é podada.

“Elas têm a criação mais rígida. A mãe fala: ‘não pode tocar aí’, ‘fecha as perninhas’, etc. É uma educação reprimida, que atrapalha a liberação da mulher para ter vontade de fazer e falar sobre sexo”, expõe.

 

Sexo "mais ou menos" também é bom

 

Toda a pressão para se ter mais sexo – e sexo de qualidade – acaba tornando o que deveria ser um momento prazeroso e agradável em algo negativo, que remete a uma obrigação. Elaine defende que é normal que os lençóis esfriem após alguns anos de relacionamento, especialmente com o surgimento de novas prioridades, responsabilidades e problemas. No entanto, o casal não pode deixar que isso abale a autoconfiança deles.

O ideal é encontrar um equilíbrio entre as obrigações do dia a dia e o relacionamento, que requer esforço de ambas as partes para não se perder em meio a tantas preocupações. No entanto, estabelecer expectativas irreais acaba tirando a naturalidade desse momento e sabotando o sexo.

Isso não quer dizer que, se um parceiro está insatisfeito com a vida sexual do casal, deve se calar e aceitar. O diálogo neste momento é muito importante para garantir a felicidade de ambos. No entanto, esperar que o sexo seja sempre como nos filmes é uma ilusão, que gera frustrações.

“É, sim, preciso tentar algo diferente na cama de vez em quando, agradar e mostrar como gosta de ser agradado. Mas tem que entender também que muitas vezes estamos cansados, estressados, e a transa vai ser mais ou menos”, diz Elaine. “E por que não? É normal. Tem dia que vai ser ótimo, tem dia que vai ser mais ou menos e tem dia que vai ser ruim, como tudo na vida”, opina.

Fonte - Bolsa de Mulher







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