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Santa Bárbara
Polícia conclui inquéritos e indicia novos envolvidos em desvio de verbas
07/11/2017 às 10:03:27

Mais três inquéritos desmembrados das investigações que originaram a operação Apollo 13, deflagrada em 27 de julho, em Santa Bárbara, região Central do Estado, foram concluídos pela Polícia Civil de Minas Gerais. A operação, que apura desvio de verbas pela Câmara Municipal, na ocasião, prendeu 10 pessoas, incluindo o então presidente do órgão, o ex-presidente e outros três vereadores, além de servidores e um empresário.

Até agora, cinco inquéritos já foram concluídos, mas o trabalho está longe de acabar. "Ainda há uma infinidade de fraudes a serem investigadas. Em julho, apreendemos um número muito grande documentos e contratos e todos serão analisados", comenta o responsável pela investigação, Delegado Domiciano Monteiro.

“À medida que as investigações avançam mais fatos criminosos estão sendo descobertos. A expectativa é que nos próximos meses outros Inquéritos Policiais sejam concluídos. Podemos dizer que durante muito tempo, independente do grupo que estava no poder na Câmara Municipal de Santa Bárbara, o órgão era utilizado com a finalidade principal de obter recursos ilícitos por seus membros e servidores através de relações espúrias com empresários”, explicou.

Investigação

O primeiro dos inquéritos finalizado nesta segunda (6), trata da contratação mediante licitação fraudada de serviços de informática à uma empresa cuja proprietária é prima de um dos vereador já preso. Neste caso, foram indiciadas mais cinco pessoas.

Em um outro inquérito concluído, foram apuradas denúncias na gestão do ex-presidente da Cãmara, referente à diversas compras ilegais. "Várias delas praticadas por meio de fraudes em licitações, dispensas ilegais de licitações e utilização de documentos falsos, o que culminou com o indiciamento de mais dez pessoas”, explica o delegado.

Também foi concluído um inquérito que investigava desvio de dinheiro da corporação musical do município para o então presidente da Câmara, que recebia o dinheiro em espécie.

A contratação de serviços de obra superfaturada, realizada em 2017, com uso de documentos falsos e dispensa ilegal de licitação também foi investigada.

Na investigação sobre o desvio de dinheiro público pelo Cine Vitória, empresa de cinema de um empresário da cidade que funciona de forma gratuita no prédio da própria Câmara Municipal, levantamentos comprovaram que, entre 2014 e 2017 o órgão pagou R$176.485,50 divididos em 15 pagamentos ao empresário, sem formalização de contratos.

Também foi apurado que a metade do valor era devolvido em dinheiro para o então presidente e. além dos dois citados foram indiciados também  três assessores jurídicos e servidores responsáveis pelo setor de licitação.

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