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Em três dias
Força-Tarefa esclarece barbárie cometida contra casal de PM’s
10/01/2020 às 08:27:24

 

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu, a primeira fase do inquérito que investiga o ataque contra um casal de policiais militares. O crime foi na última segunda-feira (06/01), em Igarapé e, hoje, foram delimitadas as participações de cinco suspeitos de integrar uma organização criminosa que pratica furtos em propriedades rurais e que podem responder pelas tentativas de latrocínio cometidas contra um Coronel e uma Cabo da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG).

Os trabalhos foram realizados pela Força-Tarefa instituída logo que as forças de segurança tomaram conhecimento do fato. Nesta quarta-feira (08/01), os integrantes dessa Força-Tarefa, composta pela PCMG, PMMG e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), concederam coletiva à imprensa, na sede do Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp).

As investigações foram realizadas por policiais civis lotados no Deoesp da PCMG. O inquérito, que foi concluído em três dias, delimitou a função de cada um dos suspeitos. Segundo o delegado Marcus Vinícius Leite Lobo Vieira, foi possível definir a participação de cada um. “Foi identificado o líder do grupo criminoso, responsável por abordar as vítimas portando arma de fogo; o que escolhia os locais para cometimento dos crimes; o responsável por definir quem seriam os que matariam as vítimas; o que vendia as mercadorias roubadas e dividia o lucro”, detalhou. “Também identificamos quem dirigia o carro para a quadrilha. Essa pessoa era responsável por dirigir o veículo não só no crime praticado contra os militares, mas, também, em outros crimes cometidos pelo grupo”, completou.

O delegado ainda explicou que a PCMG identificou quem portava as armas quando os militares foram abordados e quem roubou o carro e pôs fogo; quem roubou os celulares dos policiais militares e dispensaram os aparelhos na rodovia BR 381.

O Coronel Eduardo Alves, comandante da 2ª Região da PMMG, explicou que o crime começou as dez horas da noite da segunda-feira (06). Um dos suspeitos se passou por prestador de serviços do condomínio e conseguiu entrar, usando um Pálio de cor prata, com placa clonada. “Quando viram a porteira da casa dos militares aberta, viram que faziam trabalhos domésticos e resolveram entrar para cometer o roubo. Ao perceberem que se tratavam de dois militares, praticaram as torturas e atiraram”, explicou. Ainda segundo o Coronel, o fato da resposta das forças de segurança ter sido rápida foi essencial. “É de vital importância para a segurança do estado de Minas Gerais. O Estado não aceita crimes covardes dessa natureza. A agressão ali não foi ao Coronel ou à Cabo, foi ao Estado, que não pode aceitar esta situação”, completou.

Na tarde de terça-feira (08/01), a Polícia Militar recebeu informações que o Fiat Pálio, prata, com placa clonada, usado no crime estaria em um lava-jato, em BH. Chegando lá, conversaram com os responsáveis pelo estabelecimento, que indicaram quem seria o dono do carro. O homem foi levado para a sede do 13º Batalhão da PM, localizada no bairro Planalto, região norte de BH. “Assim que a prisão foi realizada, comunicamos ao delegado responsável pelo inquérito, Marcos Vinícius, que compareceu ao batalhão para dar sequência aos trabalhos”, explicou o Coronel.

De acordo com a coordenadora do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MPMG, Procuradora de Justiça Cássia Gontijo, todo o trabalho de inteligência, realizado pelo Gaeco, resultou no repasse de informações às forças de segurança, para auxiliar na elucidação do crime, classificado como hediondo. Ainda segundo a procuradora, agora o Ministério Público irá analisar o inquérito para verificar se há outro tipo de diligência a ser realizada ou se a Instituição fará, de pronto, a oferta da denúncia. Para Cássia Gontijo, o trabalho em conjunto foi essencial para a elucidação do caso. “A união das forças de segurança e a união de todas essas instituições foram fundamentais para a elucidação deste crime, de forma mais célere. Essa união ocorre em diversos outros trabalhos, mas ficou evidente em um caso como este, em que autoridades foram agredidas e violadas pelo fato de serem autoridades”, destacou.

Foram três dias de trabalhos incessantes. 14 depoimentos colhidos, entre testemunhas e suspeitos, em dois dias. Peritos do Instituto de Criminalística fizeram perícias na casa dos policiais militares, no local onde o carro foi queimado, no local onde houve o confronto com os policiais militares no dia da prisão dos suspeitos, exames de DNA no sangue das vítimas; exames de impressões digitais no carro e na casa dos militares. Os médico-legistas do Instituto Médico Legal André Roquette, fizeram a necropsia nos suspeitos mortos durante o confronto com a PM e exames de corpo de delito nos suspeitos presos.

Os investigadores que atuam no Deoesp apreenderam veículos e objetos roubados anteriormente, como, por exemplo, aparelhos de tv, roçadeiras, dentre outros. Após a prisão do quinto suspeito, ele foi flagrado por receptação, em relação ao Pálio que estava com placa clonada. Após delimitar a participação dele no crime, a PCMG fez o pedido de prisão preventiva, que foi decretada na hoje, com auxílio do MP. Outras medidas sigilosas estão em trâmite na comarca de Igarapé.

De acordo com o delegado, em princípio, os suspeitos serão indiciados pelos crimes de latrocínio tentado, conjugado com associação ou organização criminosa. “Temos elementos que apontam para o fato dos integrantes da associação criminosa terem saído para cometer diversos delitos em Igarapé. Descobrimos que foi cometido um furto a uma pessoa que ainda não foi identificada. Este crime foi praticado antes do ataque aos militares. Os suspeitos também confessaram o furto”, detalhou.

Nos próximos dias, a PCMG vai juntar as provas periciais ao inquérito e tentar ouvir as vítimas. “Isso tudo depende do estado de saúde da Cabo e do Coronel. Nós acreditamos que tudo dará certo e posteriormente elas prestarão seus esclarecimentos para que possamos definir, com calma e clareza, os indiciamentos”, concluiu.

Assim que concluído, o inquérito será encaminhado à Justiça. Os suspeitos foram levados ao Sistema Prisional.

Divulgação PCMG







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